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Orkutização dos segmentos

As redes sociais estão presentes no cotidiano de toda a sociedade. Através delas amizades são feitas ou grandes amigos se encontram, namoros começam ou são destruídos e toda a sorte de interações sociais podem acontecer. Orkut, Linkedin, Facebook, Hi5 estes e muitas outras redes sociais estão surgindo a cada dia. Já temos até redes surgida de serviços como o Flickr para fotos, o YouTube para vídeos, fora, as redes relacionadas a marcas. Todas são reflexos de agrupamentos sociais que vivenciamos e hoje são tantas as opções de público atendendo a vários segmentos.

Mas será que tantas opções de redes sociais são benéficas e úteis? Será que todos os segmentos serão “orkutizados”? Criar redes sociais para tudo pode dispersar ou afastar o público preocupado com o excesso de informação e com a dificuldade de atualizar vários perfis.

Mas qual é o propósito de uma rede social? Segundo o Wikipedia: “Rede Social é uma das formas de representação dos relacionamentos afetivos ou profissionais dos seres entre si ou entre seus agrupamentos de interesses mútuos. A rede é responsável pelo compartilhamento de idéias entre pessoas que possuem interesses e objetivo em comum e também valores a serem compartilhados. Assim, um grupo de discussão é composto por indivíduos que possuem identidades semelhantes. Essas redes sociais estão hoje instaladas principalmente na Internet devido ao fato desta possibilitar uma aceleração e ampla maneira das idéias serem divulgadas e da absorção de novos elementos em busca de algo em comum.”

Então tudo são representações de conexões sociais que mimetizam as posibilidades sociais que temos. Assim, a idéia da de boa parte dos empreendedores e desenvolvedores é: “vamos criar a nossa rede social da marca X!” Mas até onde é o limite  “criativo” sobre criar mais uma rede social? Aos olhos dos investidores a vantagem é clara comercialmente: escolher e encontrar facilmente seu público (para o seu anúncio).

O primeiro passo é refletir: vale a pena atender ao nicho? Irá atrair novos participantes ou será visto como mais um? Qual a imagem que você passará? Pode-se importar cadastro? etc. Um fator negativo é a eterna sensação ao receber um convite para uma nova rede: “poxa… tenho de criar outro perfil para participar? Mais um?”.

A chave do sucesso está na integração das mídias sociais

Redes sociais e os serviços para elas deveriam ser pensados assim. Um perfil padrão, idependente se for pertecente a Google, FaceBook, Amazon ou outros que seria aceito por todos. Você poderia adicionar contatos de várias redes e criar mesclas de conteúdos, grupos, assuntos e demais conteúdos.

Nessa linha temos o Opensocial que foi uma boa idéia para acessar serviços sem necessitar de um cadastro prévio. Com base no Ning, um serviço gratuito que cria rede sociais, com um único perfil você pode participar de outras redes criadas por usuários bastando acessar ou ser convidado em algumas situações.

Mas nem todos as redes são negativas, realmente, a existência delas não significa um problema, alguns tem um bom propósito como a Veia Social, com a função social de organizar voluntários para doação de sangue ou o Linkedin, uma rede social de profissionais.

O que se torna cada vez mais necessário dentro deste mar de informação é a organização. A possibilidade de participar e interagir sem a necessicade de duplicar o meu próprio conteúdo e dividir o tempo disponível que possuo.

  • essa questão de criar rede social para tudo está muito ligado a questão das empresas que querem twitter. Não sabem como ou pq usar, mas está na moda.
    Para quem não entende de marketing acha que é só crtl+c e crtl +v…

  • Ótima abordagem. Eu fico perdida com a quantidade de convites de Redes Sociais que chegam no meu e-mail. Já não dou conta das que participo…
    Parabéns!

  • Pingback: Sérgio Rodrigues()

  • Riksoncarvalho

    muito boa a materia. Esta de parabéns Telmo!

    Um forte e caloroso abraço
    RIK_

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