em Marketing Digital

#Misto: Mercado infantil e as redes sociais

O profissional de marketing digital deve lidar cada vez mais diferentes tipos de necessidades e desejos de geração X, Y, Baby Boomers… a internet é uma reunião de tribos e gerações. Mas e quanto aos pequenos arrobas?

Na última quinta, dia 21 de julho, ocorreu o Misto – debate sobre o meio digital criado pela agência Ideia S/A e realizado no auditório da ESPM RJ com o tema “Mercado infantil e as redes sociais”.

Foram convidados para palestra o JC Rodrigues, Head of Disney Online Studios for Latin America e professor da ESPM SP e Martha Bevilacqua, fundadora do site SmartKids.

Martha Bevilacqua - SmartKids

Martha Bevilacqua, SmartKids

Em sua palestra, Martha apresentou um detalhado histórico desde a era “pré-estouro-da-bolha” demonstrando as diferentes ações realizadas ao longo do tempo. Desde o uso maciço de cds interativos e educacionais até o surgimentos dos primeiros sites e jogos.

Hoje, o campo digital está repleto de atores com diferentes abordagens: mundos virtuais como o Club Penguin e Habbo Hotel, portais, sites verticais, jogos e extensões de redes como o Cartoon Network.

JC Rodrigues, Club Penguin

JC Rodrigues, Club Penguin

JC aproveitou para conversar sobre o que é esse novo consumidor mirim e suas expectativas, demonstrando que o conceito de que algo se torna “velho” é muito rápido na percepção delas: “Isso é coisa de criança de 5 anos, eu tenho 6 anos!”. E também suas diferentes fases de formação, tendo a família como referência, até chegar a  adolescência e a formação dos primeiros grupos, onde ele pode dar início ao seu processo de socialização ou não, podendo vir a  fechar-se em seu mundo (escapismo social).

E-mail marketing é outra questão importante com as crianças, “ele não funciona!”. Isso acontece, por que elas estão nas redes, conversando. Para que este público seja atingido, pode-se focar em MSN, Facebook e demais redes. Quando elas descobrem uma novidade, farão todo o trabalho de divulgação entre os amigos e suas redes.

Para as crianças a tecnologia não é o importante e sim, como essa digitalização da vida muda o seu comportamento, e o que pode ser feito com isso. Aliás, usar o termo “criança” em uma comunicação direcionada a elas chega a ser pejorativo:  “eu não sou criança!”, brinca.

Já durante a sessão de perguntas,  JC e Martha afirmaram que é necessário que o material voltado ao público infantil seja atualizado constantemente. “Eles querem novidades”, enfatiza Martha.