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Internet móvel: quase 70% dos brasileiros com acesso não a utilizam

Quase 70% dos brasileiros que poderiam estar usando internet em seus celulares não o fazem. É um mercado potencial de 44 milhões de pessoas, aponta um estudo da Acision apresentado na Futurecom 2010.

De acordo com o estudo, realizado com 2500 pessoas, o principal fator de resistência é o preço – 55% apontam a web móvel como “muito cara”. Para 31%, ela simplesmente “não é necessária”. No entanto, o mercado pode crescer em breve, e rapidamente, pois 14% (6,1 milhões) estão “pensando em usar”, enquanto outras 7,3 milhões de pessoas não sabem das vantagens do serviço.

De maneira surpreendente, a pesquisa também revela que os níveis de satisfação com o serviço de internet móvel são semelhantes aos dos EUA e Inglaterra, mercados bem mais desenvolvidos. Há dois fatores para isso, aponta a pesquisa: a adoção no Brasil ainda é incipiente, portanto as expectativas são relativamente baixas; e o fato de a web móvel ser o único meio de acesso para 52% dos entrevistados – portanto, eles não a comparam com a banda larga fixa.

Entre os 22 milhões de usuários móveis, apenas 10% não reclamam de nada. Para os outros 90%, os problemas que mais irritam são lentidão (75%), falta de conexão (73%), dificuldade para permanecer conectado (68%) e falta de cobertura (67%). São níveis muito altos se comparados aos EUA e Inglaterra, aponta o estudo.

Leia a reportagem na íntegra no IdgNow

Cerca de 35 milhões de pessoas já usam a internet pelo celular

Evolução da internet no celular

Evolução da internet no celular

Segundo especialistas, com a maior oferta de aparelhos e o investimento das operadoras em terceira geração (3G), o brasileiro aderiu de vez à experiência de se conectar à internet pelo celular. Mais de 1 milhão de usuários têm o Windows Phone, sistema da Microsoft – patamar que coloca o Brasil entre os dez principais países para a empresa. Em 2010, diz a multinacional, o número de pessoas no mundo que irá acessar a rede pelo telefone móvel vai ultrapassar o de computador. E as redes sociais – como Twitter, Facebook e Orkut – são as principais responsáveis.

Leia o artigo na íntegra no Jornal O Tempo