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Marketing Viral e as redes sociais

Quem não teve uma boa dica indicada por um amigo? Aquele médico recomendado, aquela loja ou pousada que lhe foi fundamental nas férias. Seja um produto, um serviço, local ou profissional, todos já passamos ou fizemos isso: marketing boca a boca.

Antes do surgimento da internet tudo era repassado de forma oral: todas as tradições, costumes e dizeres. Bater na madeira três vezes ajuda a se proteger do mau olhado, “Deus ajuda quem cedo madruga” e outros, são exemplos de mensagens que estão entre nós até hoje mas mal sabemos quando, como e porque chegaram até nós.

Foi assim que comecei uma descontraída palestra sobre Marketing Viral nas redes sociais na ESPM SP. A convite de Martha Gabriel, coordenadora da instituição, para participar da semana de Estratégias de Marketing Digital que ocorreu no dia 14 de janeiro de 2011.

Será que viral dá uma boa mistura?

Alguns cases foram apresentados para demonstrar a ligação entre passado e presente e que o Marketing Viral tem sua origem nas mensagens e ideias que sempre dividimos antes do surgimento da internet. Seja intencional ou não, muitos divulgam visando reconhecimento, credibilidade, status, senso de compartilhamento e integração dependendo do conteúdo.

Hoje o lançamento de um novo é acompanhado com ansiedade por uma legião de fãs, que o diga os seguidores da Apple que torcem por cada novidade, alimentando toda uma rede de boatos e oportunidades que blogs e sites de notícias demonstram desenhos, pedaços, maquetes ou mesmo até o produto antes mesmo de chegar nas lojas. Steve Jobs sabe trabalhar como ninguém essa rede de notícias. Recomendo a vocês ler o livro “A Cabeça de Steve Jobs” – depois faço uma resenha. 😉

Alguns virais da internet foram uma evolução de movimentos já existentes no off-line. O Cala Boca Galvão, que chegou a figurar no topo das Trending Topics do Twitter se originou nos estádios e chegou a se tornar, por algum tempo, na maior piada interna do planeta.

Cala Boca Galvão Simpsons

Mas como aproveitar o viral?

Pensando nisso, como a venda de um liquidificador pode ser viral? A BlendTec, produtora de um poderoso aparelho capaz de moer praticamente tudo, lançou no YouTube um canal demonstrando as qualidades de seu produto destruindo ícones da tecnologia como iPhone, iPad, e, por que não, até o recém lançado Chrome Notebook da Google:

A ideia foi tão boa que a BlendTec atraiu a atenção de grandes marcas que passaram a interagir com ela para aproveitar seu eveito viral. Destaque para as ações com a resistente liga metálica do chassi do Ford Fiesta e também do Old Spice, campanha de divulgação de um desodorante.

Viralize sua ideia!

Os virais podem ser uma grande oportunidade de demonstrar sua capacidade e profissionalismo. Tecnologia à disposição e a facilidade de disseminação pelas redes sociais permite que uma boa ideia se concretize em uma chance para a conquista de uma boa vaga.

Vai um viralzinho?

Cuidado com as receitas de bolo e fórmulas milagrosas. Para algo se tornar viral, e digo, positivamente viral, a marca deve cuidar muito bem. Muitas vezes, o imprevisto e inusitado ganham destaque pela sua naturalidade e momento. Grandes vídeos que viralizaram não tinham qualquer ligação ou tema com marcas.

Aproveite e veja abaixo a apresentação que foi feita na ESPM SP: Marketing Viral – viral nas redes sociais

Veja minhas outras palestras no Slideshare.net/jtelmo.